PSDNs e
Arquitetura X.25
PSDN
Basicamente o protocolo X.25 é empregado em redes de pacotes de dados, conhecidas como PSDNs (Packet Switching Data Network). Um exemplo de PSDN no Brasil é a RENPAC (Rede Nacional de Pacotes) oferecida pela ex-Embratel.As PSDNs são redes especialmente projetadas para transportar dados envolvendo grandes e médias distâncias. Elas são baseadas em técnicas de "chaveamento de pacotes". Esta técnica consiste em quebrar os dados em pacotes com tamanhos fixos (128, 256, 512 bytes) antes de enviá-los para o destino através da rede. O bloco de dado enviado é chamado de 'pacote'. Dependendo do tamanho da mensagem, o bloco de dado é enviado em um pacote simples ou um número de pacotes.
O número de pacotes é determinado dividindo o número de bytes do bloco (tamanho do dado) pelo número de bytes do pacote (128 bytes, 256 bytes , etc, conforme o tamanho contratado).
A rota de cada pacote é determinada pela PSDN. Cada pacote contém informações de controle e destino, de modo que o pacote possa ser enviado numa sequencia e ordem correta. Uma vez que o pacote chega ao seu destino, as informações de destino e de controle são removidas, o dado é remontado e a mensagem original é reconstituida.
A ESTRUTURA DE UMA PSDN
PSDNs são constituídas por Distribuidores de Pacotes Chaveados (PSE - Packet Switching Exchanges) interligados através de linhas de alta velocidade. As PSEs agem como um Equipamento de Circuito terminal de dados (DCE - Data Circuit-terminating Equipment). Quando seu computador conecta a uma PSDN, ele se conecta ao DCE, ou através de uma linha discada ou por uma linha dedicada. O equipamento que faz a conexão (o seu computador, por exemplo) é referido como um Equipamento Terminal de Dados (DTE - Data Terminal Equipment).
Cada DTE tem um endereço único, constituído por tipo numérico de até 14 dígitos. Os 4 primeiros dígitos deste endereço são conhecidos como o Código de Identificação de Rede Digital (DNIC - Digital Network), e eles identificam o país e a rede dentro daquele país. Alguns exemplos::
ENDEREÇO
COMPLETODNIC P | RedeCOMPLEMENTO 11230029 => 1 123 0029 121251495678 => 1 212 51495678 As PSDNs podem ser públicas ou privadas. As publicas são, normalmente, propriedade de companhias telefônicas (ex-EMBRATEL possuía a RENPAC) que vendem os serviços da PSDN para seus usuários. As PSDNs privadas são propriedade de companhias privadas e aquelas são as seus únicos usuários. As companhias telefônicas tem prestação de serviço PSDN chamado de grupos onde somente as entidades envolvidas possuem acesso. É um serviço muito usado em bancos para o acesso a seus postos de serviço.
VANTAGENS E DESVANTAGENS DE UMA REDE X.25
Conectividade O padrão X.25 é aceito por um grande número de países, além de permitir conexões com máquinas de arquiteturas diferentes. Custo Existem vários tipos tarifação conforme a PSDN; tarifação por segmnto, tempo de acesso, misto, etc. Flexibilidade Vária formas de subscrição, tais como: Grupo Fechado, Seletivo, Tarifação Reversa, etc Confiabilidade As PSDNs são muito confiáveis em termos de erros de transmissão. Os mecanismos de detecção de eros detectam 100% dos erros até 16 bits de comprimento na transmissão de dados e 99.998% dos erros de 18 ou mais bits de comprimento. As PSDNs também possuem recursos de recuperação de erros. Se um dado foi corrompido na tramsissão entre um DTE e o DCE o dado original será retransmitido.
O QUE É X.25?
X.25 é o protocolo de comunicação usado entre um DTE e um DCE de uma rede de pacotes e é dividido em três níveis (camadas) de procedimentos: camada de pacotes, camada de frame e a camada física . O X.25 é tratado como um 'protocolo de camadas' porque ele abrange vários tipos de funções, sendo cada 'camada' ou 'nível' responsável por uma operação diferente. O termo 'protocolo' se refere às regras de transmissão e recebimento das mensagens. Cada camada presta serviços para a camada superior e serve de interface para a camada inferior. Os níveis desconhecem as funções dos outros níveis. Por exemplo, o nível 2 de um DTE assume que ele está comunicando com o nível 2 do DCE.A comunicação entre dois DTEs através de uma PSDN é vista como um Circuito Virtual, ou seja, cada DTE desconhece a existência da PSDN. Tudo se passa como se um DTE estive ligado diretamente no outro 'virtualmente' através de um ou mais canais virtuais ou "circuitos virtuais".
Um equipamento mais simples, não dotado de software que implementa o X.25, também pode se conectar a um PSDN. Para isto utilizam-se outros protocolos: X.28, X.3 e X.29
X.28 Define a interface DTE/DCE para o modo Start/Stop para um equipamento tipo terminal. acessando as facilidades de um PAD (Packet Assembling e Disassembly - Montagem e Desmontagem de Pacotes) X.3 Define a facilidde PAD no PSDN.. X.29 Define os procedimentos para a troca de informações de controle e dados do usuário entre um serviço de PAD ou um DTE em modo pacote (X.25) ou outro PAD. X.32 Define os procedimentos para a troca de informações de controle, dados e discagem para um usuário de PAD.
Já na camada física encontramos os seguintes padrões:
X.21 É uma interface de propósito genérico entre um DTE e um DCE para operação em modo síncrono junto ao PSDN. X.21-Bis Interface entre o DTE e DCE onde são usados modens síncronos série V.. V24 (EIA-232) Define os circuitos de troca de dados entre o DTE e DCE. V28 Características elétricas para circuito duplo de acoplamento em corrente desbalenceada. RS-422 Define as características elétricas de uma interface de circuito digital de voltagem balanceada. RS-423 Define as características elétricas de uma interface de circuito digital de voltagem desbalanceada. V.35 Transmissão de dados a 48 kbps usando um circuito de banda variando entre 60 e 198 kHz. V.36 É uma especificação de modem síncrono para transmissão de dados em circuitos de banda de 60 a 198 khz.
CARACTERÍSTICAS, FUNÇÕES, PROCEDIMENTOS E SINTAXES DAS CAMADAS (NÍVEIS) DO X.25
NÍVEL 1 - Camada FísicaDefine as características de hardware necessárias para a acionar, manter e desativar o enlace de hardware entre um DTE e um DCE. Estas características são:
Tipicamente, a camada física está implementado no driver dos modens instalados no DTE e no DCE. Os procedimentos de controle do modem seguem padrões específicos, analisando linhas de sinais CTS, RTS, DSR, DTR, CD, RING, CLOCK (modo síncrono), e comandos do modem conforme o padrão de compatibilidade (EX; Comandos HAYES implementados no software de controle).
- Características Físicas
- Características Elétricas
- Funções operacionais dos circuitos
- Indicadores de falha.
Os modens podem operar em modo síncrono, full-duplex, estabelecendo uma topologia ponto-a-ponto. As PSDNs podem ainda fornecer serviços de X.32, ou seja, a conexão entre DTE e DCE são estabelecidas apenas em caso de uma chamada ou atendimento. Neste caso, o modem e os procedimentos desta camada devem reconhecer sinais de RING e atuarem no modem para o atendimento, definindo o que chamamos de conexão X.32.
NÍVEL 2 - Camada de Frame (Quadro ou Janela)
Este nível define os procedimentos de acesso no enlace para o intercambio de dados através do enlace entre o DTE e o DCE. Ele se certifica que a unidade de informação pode ser transferida entre o DTE e o DCE sem erros, através de:
- A Estrutura dos Frames (Janelas)
- Detecção de Erros e processos para recuperação de erros
- Sincronização dos frames (janelas) que certificam que o receptor e o transmissor estão preparados adequadamente.
Procedimentos na Camada de Janelas
Há dois tipos de procedimentos de janelas definidos pelo X.25, conforme as recomendações da CCITT de 1984 (CCITT - Comitè Consultatif Internationale Télégraphique et Téléphonique - Comite Consultivo Internacional de Telegrafia e Telefonia. O nome deste comite foi mudado para International Telecommunication Union - ITU (www.itu.int) - DICA: Neste site tem TUDO sobre as recomendações para X.25 - Infelizmente, o acesso às informações tem um custo.. (:-((( .São eles: Procedimento de Enlace Simples (SLP - Single Link Procedure) e Procedimento de Enlace Multiplo (MLP - Multilink Procedures).
Enlace Simples:
Enlace Múltiplo
- PROCEDIMENTOS DE ACESSO DE ENLACE (LAP - LINK ACCESS PROCEDURE)
A Interface DTE/DCE define um modo de operação em Modo de Resposta Assincrona Simultanea em 2 vias (ARM - Assyncronous Response Mode). Ou seja, tanto o DTE quanto o DCE realizam funções primárias e secondárias. Este procedimento foi substituído pelo LAPB, a seguir.
- PROCEDIMENTO DE ACESSO DE ENLACE BALANCEADO (LAPB - LINK ACCESS PROCEDURE BALANCED)
A interface DTE/DCE é preparada para operar no Modo Assíncrono Balanceado em 2 vias (ARM - Asyncronous Balanced Mode). O enlace entre o DTE e a DCE pode assumir os seguintes estados:
- LINK UP - O procedimento de inicialização (setup) terminou e o enlace está pronto para o estado de transferencia de dados.
- LINK DOWN - O enlace está operacional, mas aguarda pelo procedimento de inicialização (setup) da DCE entar para o estado de transferencia.
- LINK FAILURE - O enlace é considerado morto ou pela DCE ou pelo DTE, e o procedimento que trata de desconectar o enlace não se completou.
- LINK SETUP - O DTE iniciou uma solicitação para estabelecer o enlace.
- LINK DISCONNECT - Ou o DTE ou o DCE inicou uma solicitação para discontinuar o enlace.
- LINK RESET - O DTE ou o DCE recebeu uma solicitação para reinicializar a linha
O procedimento de de elnace multiplo reliaza as funções de distribuição através de pacotes SLPs disponíveis no DTE ou DCE, e são transmitidos para o DTE ou DCE, respectivamente, e do resequenciamento de pacotes recebidos de SLPs de DTE ou DCE para o envio para opara o nível de pacotes do DTE ou DCE, respectivamente.
O Enlace Multiplo implicou em grandes revisões nas recomendações X.25 do CCITT de 1988. Os interessados podem recorrer ao site da ITU para obter tais informações.
As Funções da Camada de FRAME
A FORMATO DE UM FRAME (JANELA)
- Sincronização das janelas (ou Frames)
- Controle do fluxo das janelas de informação
- Detecção e Recuperação de Erros
- Reportar os erros de procedimentos para o nível de pacote.
Onde:
FLAG Cada frame é delimitado por 2 flags, consistindo de uma seqüência de 8 bits: 01111110
Um receptor verifica a sequencia do flag da corrente (stream) de dados de entrada, buscando esta sequencia para divir a corrente em frames.Se o dado contido no frame contém a sequencia do flag, o trasmissor adicionará bits extras à corrente de forma que a seuqencia não mais apareça. Isto é chamado de BIT STUFFING . O receptor removerá os bits extras da stream para recuperar o dado original. Este mascaramento (bit stuffing) é necessário para que a sequencia 01111110 seja única não apareça no dado contido no campo de dados do frame. Quando o receptor detecta tal sequencia ele saberá que aquilo é um flag e não um dado.
Se o transmissor detecta 5 bits consecutivos de 1 pertencendo aos dados, ele adicionará um 0 (zero) extra na corrente de bits imediatamente após. Isto previne a sequencia de 6 uns (111111) de aparecerem em locais impróprios. Igualmente, se o recptor detecta 5 sequencias de 1´s na corrente de dados ele removerá o zero inserido pelo transmissor.
CAMPO DE ENDE-
REÇAMENTOEste campo consiste de um octeto (1 byte). É usado para identificar o receptor de um comando, e o transmissor de uma resposta. Ele diferencia os frames contendo dados empacotados que devem ser transferidos para um destino, instruções que devem seguidas, e frames que, simplesmente, acusam o recebimento da chegada de um frame anterior. CAMPO DE
CONTROLEÉ usado para diferenciar: frames do tipos informação (I), supervisão (S) e não-numerados (U). O campo de controle também é usado para proteger contra erros de um frame no outro. Se um frame é transmitido para não for recebido nenhum pacote que acuse o recebimento pelo receptor, então ele será retransmitido. O frame retransmitido terá seu bit P/F em 1 para diferenciá-lo do ACK do frame original (ACK é o confirmação do recebimento). Cada um destes tipos representam bits deste campo em 1 ou 0, conforme a tabela a seguir:
TIPO DO
FRAMECAMPO DE CONTROLE 7 6 5 4 3 2 1 0 Tipo I N(R) P N(S) 0 Tipo S N(R) P/F M 0 1 Tipo U M P/F M 1 1 onde:
N(R) - Transmissor recebeu contador de sequencia. - O valor de N(R) indica que a estação transmissora do frame tem recebido corretamente todos os frames tipo informação até o número N(R)-1N(S) - Transmissor envia contador de sequencia - O valor de N(S) é a sequencia com que os frames serão transmitidos. A sequencia numérica é ciclica compreendendo uma faixa de 0 a 7, ou de 0 a 127, dependendo da rede. Eles são usados para certificar que o frame tipo (I) é recebido numa sequencia correta e para detectar se im frame está perdido. O receptor acusará o recebimento de um frame em bom estado, ou solicitará a retransmissão de um frame danificado ou perdido e frames subsequentes.
M - se em 1 indica que aquele é um frame uúnico de identificação.
P/F - Poll Bit (considerar como um COMANDO), Bit Final (considerar como uma RESPOSTA). Este bit é usado para forçar uma resposta de um canal secundário. Um frame de comando com o bit P em 1 deverá produzir um frame de resposta com o bit F em 1.
CAMPO DE
INFORMAÇÃOEste campo tem um comprimento variável. Consite de dado que será transferido entre o DTE e DCE. Seu conteúdo não tem significado algum para o nível de frame. SEQUENCIA DE VERIFICAÇÃO DE FRAME A sequencia de verificação do frame é uma sequencia de 16 bits derivados do conteúdo do frame . Uma espécie de CRC (Cyclic Redundance Check). FINALIDADES DOS TIPOS DE FRAME
FRAME DE INFORMAÇÂO - TIPO (I)
Os frames tipo (i) contém um campo de informação que detém o pacote de dado do nível 3, uma sequencia numérica e um checksum. Todos ospacotes são transmitidos pem frames tipo (I). O tamanho do pacote é definido pela PSDN.
Um frame tipo (I) é usado para trasmitir dado e também pode ser usado para acusar o recebimento (ACK) de um frame tipo (I) anterior recebido corretamente.
Todos os pacotes são transmitidos no campo de informação de um frame tipo (I).
Existe somente um tipo de frame (I). Eles sempre serão frames de comandos.
FRAME DE SUPERVISÃO - TIPO (S)
Os frames tipo (S) tem uma sequencia numérica de frames embutidos no campo de controle. Eles são usados pelo DTE ou DCE para acusar o recebimetno de frames tipo (I) em bom estado, solicitar retransmissão de frames tipo (I) ou mostrar que o canal´está temporariamente indisponível para receber frames (I).
Os Frames tipo (S) são:
Estes frames (S) podem ser usados como comandos ou respostas.
- RR - Receptor Pronto
- REJ - Rejeitar
- RNR - Receptor não está pronto.
FRAME DE NÃO-NUMERADOS - TIPO (U)
Os frames tipo (U) são usados poara proporcionar funções de controle adicionais tais como reportagem de erros e comandos. Os frames tipo U são:
COMANDOS
RESPOSTAS
- SABM - Set Asynchronous Balanced Mode - (somente no LAPB). - É usado para colocar o DTE ou DCE endereçado em fase de transferencia de informações em modo ABM (Modo Balanceado Assíncrono) onde todos os campos de comando/resposta são de 1 octeto de comprimento.
- SARM - Set Asynchronous Response Mode (somente em LAP) -
- DISC - Desconectar - Usado para terminar o modo arbitrado anteriormente.
- UA - Unnumbered Acknowledgement (ACK)
- DM - Modo Disconectado (LAPB)
- FRMR - Frame Reject - Usado pelo DTE/DCE para reportar uma condição de erro que não pode ser recuperada pela retransmissão de um frame identico.
- CMDR - Command Reject (somente no LAPB)
SEQUENCIA DE EVENTOS DA TRANSFERENCIA DE FRAMES
O intercambio de frames entre DTE e DCE ocorrem em 3 fases. Descreve-se as fases e, em seguida, apresenta-se o diagrama de fluxo correspondente.DIAGRAMA DAS FASES
- ESTABELECIMENTO DO ENLACE (LINK SET-UP)
Estabelece oa sincronização a nível de frame entre o DTE e DCE através de frames não-numerados.
- TRANFERENCIA DE INFORMAÇÕES
Transferencia de mensagens segundo os protocolos do nível de pacotes usando frames tipo Informação (TIPO I ). Estes frames podem incluir dados de usuário.
- DESCONECTAR O ENLACE
Quebra da sincronização ao nível de enlace (LINK).Onde:
DISC(P) - O frame enviado pelo DCE para o DTE para saber se o DTE está vivo (ativo) ou não.
UA(F) - É a resposta ao DISC(P) e é enviado pelo DTE, dando início à conexão solicitada.
SABM - Agora o DTE está pronto para estabelcer a conexão e envia o comando SABM.
UA - O DCE envia um frame tuipo U correspondendo a um ACK do SABM anterior.
I - Agora as informaçãoes com dados são transferidas normalmente. Simula-se aqui, uma falha na transferencia e o pacote é retransmitido após um período de tempo (T1).
RR - Quando não há um frame tipo I para servir de ACK do frame anterior, envia-se um frame deste tipo (RR - Receive Ready)
DISC - O DTE pede o encerramento do enlace e o DCE entra em estado de "repouso".
PARÂMETROS DE SISTEMA DO NÍVEL 2
No diagrama notamos a presença do tempo T1. Para um funcionamento correto do X.25, faz-se necessário a definição de certos parâmetros de configuração da máquina. Tais parâmetros são definidos pelo administrador do sistema segundo as informações da empresa de telecomunicação. São eles:
- T1 - O tempo de retransmissão da linha - Vencido este tempo e não foi recebido qualquer ACK, o frame é retransmitido.
- T2 - Tempo de retenção da linha - O valor de T2 indica quanto tempo resta antes do DTE ou DCE tem para enviar um ACK pelo frame recebido. Se o ACK não for enviado dentro deste período então o frame será retransmitido.
- T3 - Tempo de conexão "morta" - T3 sinaliza o periodo de tempo que o sistema deve esperar por alguma resposta/solicitação (qualquer). Caso não seja recebido nada neste período, o enlace é tido como morto ou desfeito. Para evitar looping e facilitar a implementação, alguns produtos definem este tempo automatuicamente como T3=T1*N2. Esta regra não é genérica!!!!
- N1 - Tamanho Máximo de Frame (em Bits) - Este valor indica o número máximo de bits que um frame tipo Informação (I) pode ter. Este tamanho não inclui flags, e bit stuffing. Alguns produtos que implementam o X.25 tratam este parâmetro em bytes.
- N2 - Contador de retransmissão - Indica o número máximo de tentativas de retransmissão até que seja recebido um ACK de sucesso.
RECUPERAÇÃO DE ERROS DO NÍVEL 2
- ERROS DE FCS - Quando ocorre ete tipo de erro, que sinaliza perda de integridade do frame, o frame é discartado, exceto se este for de um tamanho muito longo. Não há mecanismo definido para LAPB recuperar. O próximo frame tipo I recebido será rejeitado (REJ), a menos que ele seja um frame que tenha sido retransmitido e tenha se perdido, e neste caso, será sinalizado o recebimento com um ACK.
- FRAMES PERDIDOS DEVIDO A PROBLEMAS DE BUFERIZAÇÃO - Conhecido tecnicamente como RECEIVER OVERRUN. Também não há mecanismo de recuperação em LAPB, como no item anterior.
- Bit P/F em 1 - P em comando e F em resposta. - O campo de controle também é usado para proteger um frame do outro contra erros. Se um frame é transmitido, m~as não foi recebido o ACK correspondente, ele será retransmitido. O frame retransmitido terá este bit em 1 para diferenciar de um ACK recebido originalmente.
- FRAMES GRANDES - Este tipo de rro tem impacto na definição do valor de N1
NÍVEL 3 - Nível de PacoteEste nível (Nível de Pacotes) define o formato do pacote e procediemntos de controle para o intercâmbio de pacotes contendo informações de controle e dados de usuário entre o DTE e o DCE.
O nível de pacote é reponsável por:
e, além destas responsabilidades, que são traduzidas em funções, o nível de pacotes possue as funções auxiliares:
- Estabelecer, manter e fechar os circuitos virtuais
- A estutura dos pacotes de controle e dados de usuário
- Sequenciamento dos pacotes
- Controle de Fluxo
- Detecção de Erros e notificação
- Multiplexação dos circuitos virtuais para o nível 2
CIRCUITOS VIRTUAIS
O enlace de um programa executado no DTE LOCAL com um outro programa executado num DTE REMOTO é chamado de CURCUITO VIRTUAL.Todos os circuitos virtuais são multiplexados num enlace físico entre o DTE e o DCE pelo software X.25.
CIRCUITOS VIRTUAIS CHAVEADOS (SVCs - Switched Virtual Circuits)
VANTAGENS:DESVANTAGENS:
- Flexibilidade
- O circuito é estabalecido em função de uma solicitação
- Acesso a vários DTEs remotos
- Disponível em todos os PSDNs
- Baixo Custo (OBS: Considerando o custo aplicável nos Estados Unidos, Europa e Japão. No Brasil é outra coisa!!!!)
- Maior tempo para chamada
- Monitoramento de chamadas é complicado e depende de de contrato com a empresa prestadora do PSDN.
CIRCUITOS VIRTUAIS PERMANENTES
VANTAGENS:DESVANTAGENS:
- Formas de Tarifações
- Estabelecimento de enlace DTE/DCE permanente.
- Confiabilidade baixa ou nenhuma .
- Sincronização complicada (Precisa de um intercambio de funções de RESET)
- Sem recursos de X.29
CANAIS LÓGICOS
O software de chaveamento de pacotes define um número de canais numa linha compartilhada de um DTE local para o DCE remoto. Estes são chamados de CANAIS LÓGICOS e são identificados por seus números de canais lógicos (LCNs - Logical Channel Numbers)A ESTRUTURA DE UM PACOTE
Há 14 tipos de pacotes. Eles são divididos em 3 categorias:Todos os pacotes possuem um mínimo de 3 octetos (3 bytes). Cada octeto pode apresentar subdivisões, ou campos distintos. Estes campos podem utilizar todo o octeto ou parte dele.
- Pacote de Dados - somente usado para o transporte dos dados
- Pacotes de Controle - São parecidos com os frames de supervisão e não-numerados.
- Pacotes de Montagem/Desmontagem - Eles também podem transportar dados.
Outros tipos de campos que podem aparecer são:
- CAMPO IDENTIFICADOR DE FORMA GERAL - (GFID - General Format Identifier) - Identifica a forma do pacote.
- CAMPO IDENTIFICADOR DE CANAL LÓGICO - Há dois campos: O número do canal lógico e o número do grupo.
- CAMPO IDENTIFICADOR DO TIPO DE PACOTE - (PTI) Apresentaremos os nomes de 14 tipos.
O campo de infromação de um pacote CALL REQUEST contém o tamanho do DNIC (Data Network Identification Code) e o valor deste no campo ADDRESS (endereço). O campo FACILITY (serviço) contém infromações sobre outras opções.
- CAMPO DE DADOS DO USUÁRIO
- ENDEREÇO DO DTE
- INFORMAÇÃO DE CONTROLE DE FLUXO
- DESMONTAGEM
- CÓDIGO DE DIAGNÓSTICO
IDENTIFICADOR DE FORMA GERAL (GFI)
No. BIT 7 6 5 4
Q D 0 1 1 0 O último bit (7) do GFI transmitido é conhecido como bit Qualificador - Q - (Qualifier), e é usado para diferenciar entre o diversos níveis de dados. Em outras palavras, um pacote de comunicaão de terminal com um caracter terminador fará isto via um PAD. os dados do usuário é direcionado para o PADquando o bit Q está em 1.
O penúltimo bit é o bit D ou bit de confirmação de envio. É usado com pacote de dados, se em 0 (zero) - sem confirmação -, o único ACK vem do intercãmbio local. Se está em 1 então a confirmação vem de um DTE distante.
Os dois primeiros bits (4 e 5) informam o tamanho do do identificador de tipo do pacote em bytes.
NÚMERO DO CANAL LÓGICO
O software de chaveamento de pacotes estabelece um certo número de canais lógicos entre o DTE local e o remoto. Estes canais são chamados CANAIS LÓGICOS e são idenficados pelo seu Números de Canal Lógico (LCNs - Logical Channel Number).
NÚMERO DO GRUPO DO CANAL LÓGICO
Os canais lógicos são divididos em grupos conforme a sua finalidade:
USO GRUPO CÓDIGO Permanent Data Call
Chamada de Dados Permanente0 0000 Idem 1 0001 Incomming Calls
Somente Chamadas Entrantes2 0010 idem 3 0011 Bothway Calls
Camadas em dupla via4 0100 idem 5 0101 Outgoing call only
Chamadas de Saida6 0110 idem 7 0111 Um Identificador de Canal Lógico é formado pela combianção do Número do Grupo do Canal Lógico e do Número do Canal Lógico. O Identificador de Canal Lógico pode assumir mais de 2000 diferentes canais lógicos. O canal lógico 0 (zero) no grupo 0 (zero) é reservado para pacotes tipo RESTART.
IDENTIDADE DO TIPO DE PACOTE
O terceiro octeto contém o identificador do tipo de pacote (PTI - Packet Type Identifier). Cada um dos 14 tipos de pacote tem seu prprio código mostrado na tabela a seguir. Nesta tabela os bits marcados com X podem ser ou 1 ou 0 conforme a numeração do sistema transmissor e receptor. Os nomes dos pacotes podem mudar em função deles serem enviados por um transmissor ou receptor. Por exemplo, quando um DTE deseja estabelecer uma conexão com um DTE remoto, ele envia um pacote CALL REQUEST para o DTE remoto. O DTE remoto ve um pacote INCOMING CALL enviado pelo DTE local.TIPOS DE PACOTES
FUNÇÕES DO
NÍVEL 3DO DTE PARA O DCE CÓDIGO DO DCE PARA O DTE SVC para estabelecer
ou desativar uma
conexãoCALL REQUEST 00001011 INCOMING CALL CALL ACCEPTED 00001111 CALL CONNECTED CLEAR REQUEST 00010011 CLEAR INDICATION DTE CLEAR CONFIRMATION 00010111 DCE CLEAR CONFIRMATION TRASMITIR DADO DTE DATA xxxxxxx0 DCE DATA INTERRUPÇÕES DTE INTERRUPT 00100011 DCE INTERRUPT DTE INTERRUPT CONFIRMATION 00100111 DCE INTERRUPT CONFIRMATION CONTROLE DE FLUXO DTE RR xxx00001 DCE RR DTE RNR xxx00101 DCE RNR DTE REJ xxx01001 (não há equivalencia) RESET DTE RESET REQUEST 00011011 DCE RESET INDICATION DTE RESET CONFIRMATION 00011111 DCE RESET CONFIRMATION RESTART RESTART REQUEST 11111011 RESTART INDICATION DTE RESTART CONFIRMATION 11111111 DCE RESTART CONFIRMATION Diagnóstico DIAGNOSTIC Cada pacote tem um formato específico. O centro de referencia e documentação sobre redes destinadas à transmissão de dados é o ITU (Ex-CCITT).